Diário de Bordo 28 - 31/01/2014 - Sexta-Feira - Jerusalém - Free Tour pela cidade velha Jardim do Túmulo ou The Garden Tomb e "Shabat"
Acordei recebendo abraços e beijos das meninas, que privilégio o meu, completar 52 anos em Jerusalém!
A Cecília me entregou uma linda cartinha do Vitor, que ele havia escrito e entregue a ela ainda no Brasil antes da nossa vinda, grande Vitor, obrigada filhão pela linda carta!
Como em todas as nossas manhãs, mais uma vez seguimos por Jaffa Street, estávamos caminhando quando o telefone tocou, eram os dois grandes homens da minha vida, meu filho e meu marido me desejando feliz aniversário.
Free Tour pela Cidade velha de Jerusalém
O ponto de partida para os passeios guiados é no portão de Jaffa, no Centro de Informações Turísticas de Israel, chegando lá, os guias te oferecem os pacotes, te oferecem primeiramente um passeio grátis, que é o Free Tour pela parte mais antiga de Jerusalém, conhecida por cidade velha ou "Old City", e depois te oferecem outros passeios, com algum custo. Fizemos o nosso Free Tour pela cidade velha, que é formada por quatro bairros, ou quatro quarteirões, o Cristão, Armênio, Muçulmano e Judeu, esse tour é apenas uma introdução de Jerusalém onde visitamos o principal lugar de cada religião, o Patriarcado Armênio, o Monte do Templo, o Muro das Lamentações e a Igreja do Santo Sepulcro.
O quarteirão Armênio
O quarteirão armênio é o menor quarteirão da Cidade velha. Os armênios se estabeleceram em Jerusalém no século IV por motivos religiosos, e a Catedral de St. Jaime foi construída no século XII e mais tarde esta igreja se tornou o centro do povo armênio em Israel.
O seminário para os padres armênios, o Museu e o Patriarcado Armênio, também estão localizados ali, mostrando a história cultural e nacional deste povo.
O quarteirão cristão
O quarteirão cristão tem mais de 40 igrejas, monastérios e albergues que foram construídos para os peregrinos cristãos. No centro do quarteirão cristão se encontra a Igreja do Santo Sepulcro, ou a Igreja da Ressurreição, um entre os dois lugares em Jerusalém considerados como o Monte Gólgota, onde Jesus foi crucificado e enterrado depois da sua caminhada pela Via Dolorosa, ou as Estações da Cruz. A Via Dolorosa começa no Portão do Leão ou Lyons Gate também conhecido como Portão de São Estevão e termina no Monte do Calvário ou Golgotá, onde a Igreja do Santo Sepulcro se encontra hoje, o segundo lugar é o Jardim da Tumba, alguns metros fora dos muros da cidade. Muitos peregrinos cristãos andam pela Via Dolorosa, seguindo a trajetória final de Jesus.
Pela Via dolorosa também está o mercado árabe, considerado um dos mercados mais populares de Jerusalém, lugar onde os vendedores fazem a maior festa com os turistas e peregrinos, convidando-os o tempo todo para que entrem e comprem e gastem todos os seus dólares e euros (rsrs). Uma das maiores atrações deste mercado é que os compradores barganhem pelas mercadorias e se você insistir, pode baixar horrores do preço original.
O quarteirão muçulmano
O quarteirão muçulmano é o maior quarteirão na Cidade Velha e a maioria da sua população chegou depois que os residentes originais, judeus e cristãos, se mudaram para bairros mais novos. O quarteirão muçulmano tem igrejas e mesquitas, e ainda há várias casas judias. Os lugares mais importantes neste quarteirão, são os lugares sagrados para a fé muçulmana, como a Cúpula da Rocha no Monte Moriá, que também é um lugar sagrado para os judeus e cristãos.
O quarteirão judaico
O quarteirão judaico é a maior área residencial para os judeus na Cidade Velha. Neste quarteirão está o famoso Muro das Lamentações, local sagrado para os judeus, porque é parte do antigo Templo de Salomão.
Neste quarteirão há muitos lugares arqueológicos interessantes, como o Cardo, rua romana típica, construída no século VI, onde há várias lojas situadas entre duas filas de colunas de pedras, se parece a um grande Shopping.
Entre um lugar e outro mencionados, o guia vai nos contando a história. Muito bom o passeio, aprendemos bastante sobre a história de Jerusalém. O tour durou 2 horas e logo que terminou o passeio, saímos da cidade antiga pelo Damascus Gate, em direção ao Jardim do Túmulo.
Há um encantamento mágico sobre a Cidade velha de Jerusalém que não existe em nenhum outro lugar no mundo, através dos seus mercados coloridos e das ruelas estreitas.
Jardim do Túmulo ou "The Garden Tomb"
Das outras duas vezes em que estive neste jardim, estava com grupos e com o acompanhamento de um guia e por isso a gente nem se preocupa em aprender o caminho. Eu sabia que era logo na saída do portão de Damasco, mas não sabia a direção, mesmo com o mapa em mãos ficamos um pouco confusas. Pra começar estávamos no lado oriental de Jerusalém, pedimos informações mostrando o lugar no mapa e os árabes diziam não saber e nos apontava direções que não tinham nada a ver, assim como fizeram quando procurávamos o caminho para o Monte do Templo.
Andávamos de um lado pro outro e depois de um cansativo vai e vem, as meninas já estavam a ponto de desistir, finalmente encontramos. Ufa, que dificuldade! Mas valera a pena cada passo que demos para encontrar aquele lugar, porque tivemos ali uma experiência que precisa ser vivida por qualquer pessoa que visita Jerusalém, é um lugar que emana uma paz indescritível, diferente de qualquer outro lugar na cidade santa.
Existe uma controvérsia entre este lugar e a Igreja do Santo Sepulcro sobre qual seria o verdadeiro túmulo de Jesus, mas olha, isso realmente não importa, o que importa é que este fato aconteceu em algum lugar por ali, a igreja do Santo Sepulcro é bem próxima do Jardim da Tumba, apenas alguns metros separando e isso não vai mudar o que Ele fez por nós, pelo contrário ambos os lugares só nos fazem reafirmar a nossa fé. Eu visitei os dois lugares, indo a Jerusalém visite também, vale muito a pena.
Mateus 28: 1 a 6
“E, no fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro.
E eis que houvera um grande terremoto, porque um anjo do Senhor, descendo do céu, chegou, removendo a pedra da porta, e sentou-se sobre ela.
E o seu aspecto era como um relâmpago, e as suas vestes brancas como neve.
E os guardas, com medo dele, ficaram muito assombrados, e como mortos.
Mas o anjo, respondendo, disse às mulheres: Não tenhais medo; pois eu sei que buscais a Jesus, que foi crucificado.
Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia”.
O Jardim é um lugar muito tranquilo, no meio de uma parte muito agitada da cidade, é um lugar onde o Espirito Santo de Deus nos comove profundamente.
O túmulo pertencia a José de Arimateia que foi por ele emprestado a Jesus por três dias e três noites, foi deixado intacto, sem nenhum resto mortal, aleluiaaaa!!!
Ah, e para que ninguém se perca como eu, é só entrar pela Rua Nablus que é uma rua um pouquinho inclinada, bem em frente mesmo à Porta de Damasco, é só seguir caminhando por uns 5 minutinhos, fica nos fundos de uma estação de ônibus e você vê uma rua bem estreitinha que já é a entrada, lá no finalzinho você vê o portão e uma plaquinha “The Garden Tomb”, durante a visita temos guias e fones de ouvido inclusive em português para nos ajudar a compreender cada lugar visitado lá dentro. Nós tivemos o privilégio de ter um guia, que nos explicou tudo muito bem, foi o brasileiro e paranaense de Maringá o voluntário João Batista, que é um missionário enviado pela Missão Antioquia, disse viver em Israel há 20 anos, que privilégio!
Shabat
Saímos do Jardim da Tumba e fomos novamente até o Muro das Lamentações, estava iniciando as comemorações do Shabat, dia sagrado para o judaísmo que significa dia de descanso.
No calendário judaico os dias são contados do pôr do sol de um dia até o pôr do sol do outro dia, então o Shabat começa no finalzinho da tarde de sexta-feira e termina no finalzinho da tarde de sábado. É um dia de descanso, como Deus ordenou nos dez mandamentos. Nas ruas nenhum movimento de carros ou ônibus, o comércio fechado, nas ruas apenas pessoas caminhando, idosos, jovens, famílias com crianças, todos em direção as suas sinagogas ou ao Muro das Lamentações, que é a uma grande sinagoga a céu aberto, quando chegamos lá, já havia começado as comemorações, os homens a maioria com suas barbas longas, todos muito bem vestidos, todos inclusive as crianças, com suas camisas brancas , seus capotes ou ternos pretos, e ainda outros com suas roupas normais, alguns soldados vestindo a roupa do exército, alguns usando chapéus e outros quipás.
As mulheres muito bem arrumadas com suas longas saias e todo o povo judeu festejando muito alegremente, se reuniam abraçados formando círculos para dançarem, orarem e cantarem louvores a Deus. E todos festejavam e se alegravam no entardecer de Sexta-Feira no Muro das Lamentações, algo emocionante de se ver, a adoração que fazem ao nosso grande Deus, são realmente muito fervorosos, mas, pena, muita pena que a melhor parte eles ignoram, Cristo Jesus, nosso Senhor! Por isso nós cristãos, temos que valorizar trabalhos como os da "Jerusalém Assembly" ali em Jerusalém, que falarei no próximo post.
Saímos da cidade velha antes que terminassem as comemorações, a Jaffa street estava completamente deserta. Fomos caminhando rapidamente até o hostel, pois a gente tinha que chegar a tempo do jantar em comemoração ao Shabat. Todos os hospédes haviam sido convidados e aqueles que quisessem poderiam ajudar na preparação do jantar, e lá fomos nós, as meninas ajudaram nas saladas e eu ajudei fotografando (rsrs). Antes do jantar ser servido todos nos assentamos às mesas enquanto um rabino pronunciou uma palavra e uma oração, foi um momento muito especial.















































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