Diário de Bordo 19 - Deus cuida de nós como a menina dos olhos - Chegando em Jerusalém - 26/janeiro/2014


Meu coração, agradecido ao meu  Senhor, saltava dentro do meu peito! Obrigado Deus querido, por mais uma vez estar me trazendo pra terra que mana leite e mel, a terra prometida, a terra santa!
As meninas aproveitaram a conexão em Roma e se empaturraram de chocolates, aqueles comprados no Duty Free em Guarulhos e logo que decolamos para Tel Aviv foi servido o almoço, no cardápio a escolher camarão ou frango, eu a Ciça optamos pelo frango, a Dani pelo Camarão. Imaginem a bela mistura da Dani, chocolates, vinho, camarão, uma combinação perfeita, esperem só para ver.
As 15:20 hs estávamos aterrizando no aeroporto Ben Gurion, olhei pra Dani e ela já não estava tão feliz e sorridente, estava pálida, resultado da perfeita combinação entre a comida e bebida , rsrs.
Logo na saida do avião, alguém já estava ali para nos recepcionar, era um policial federal Israelense, que dirigiu-se a mim, perguntando em inglês: - Qual é a conexão?
No meu precário inglês eu disse: - Não há nenhuma conexão, vamos ficar aqui mesmo em Tel Aviv.
Nos perguntou de onde éramos, e depois de respondermos, perguntou novamente, desta vez em "portunhol".
- Qual é a conexão? Eu mais uma vez disse que não faríamos conexão, ficaríamos ali mesmo, ai ele disse: - Pergunto sobre a conexão entre vocês? Rsrs, ahhhhh disse eu, sim, agora entendi, mãe, filha e sobrinha.  Olhou nossos passaportes, todos com o mesmo sobrenome e perguntou o que estava acontecendo com a Dani, pois estava pálida e com a mão sobre o estômago.
Eu disse, é só enjoo, pois tomou vinho e comeu chocolate com camarão.
Em seguida perguntou o que viemos fazer em Israel,  respondi que eramos cristãs e que estávamos ali para peregrinar à terra santa, depois de mais algumas perguntas nos liberou desejando boa estadia.
Seguimos nosso trajeto de entrada no aeroporto, e como sempre levo algum medicamento de primeiros socorros dentro da bolsa, sentamos em algumas cadeiras no corredor do desembarque onde a Dani tomou um remedinho e logo já estava melhor.
Ufa !!! Graças a Deus! Passamos então pelo processo de imigração da policia federal onde nossa interprete Ciça respondeu mais algumas perguntas básicas e finalmente com nossos vistos em mãos para 3 meses em Israel.
Agora sim, podíamos respirar tranquilas, não tínhamos bagagem para pegar, atravessamos o saguão do aeroporto, que por sinal, é um dos mais belos que já conheci, encontramos uma casa de cambio ali mesmo e trocamos alguns euros por Shekel (ILS) que é a moeda oficial de Israel. Mochilas nas costas, rumo à cidade santa, Jerusalém.
Por volta das 18 horas, já estávamos aguardando o ônibus nr. 5, tranfer que nos levaria para fora do aeroporto até a junção El Al – Cia Aérea Israelense, próximo a parada do ônibus 947 que nos deixaria no Terminal Rodoviário central de Jerusalém.
Havia ali uma jovem, com foninhos de ouvidos conectados ao celular esperando pelo mesmo ônibus, Cecília então lhe pediu informações à respeito do local onde teríamos que descer, ela disse que também desceria lá, era funcionária do aeroporto e estava indo pra casa. Descemos então no local indicado atravessamos a pista e chegamos no ponto do ônibus 947, agradecemos e nos despedimos daquela jovem tão gentil, podíamos sentir que Deus estava bem ali do nosso lado, usando pessoas pra nos ajudar. Jeremias 29:11-14.


“ Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês', diz o Senhor, 'planos de fazê-los prosperar e não de causar dano, planos de dar a vocês esperança e um futuro. Então vocês clamarão a mim, virão orar a mim, e eu os ouvi­rei. Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração. Eu me deixarei ser encontrado por vocês', declara o Senhor, 'e os trarei de volta do cativeiro. Eu os reunirei de todas as nações e de todos os lugares para onde eu os dispersei e os trarei de volta para o lugar de onde os deportei', diz o Senhor”.

Logo o ônibus chegou, a passagem já estava compra e paga desde o aeroporto, apresentamos nossos tickets, e nos acomodamos, teríamos em torno de 1 hora de viagem até Jerusalém, me assentei ao lado de um soltado que carregava uma enorme metralhadora, e as meninas também se acomodaram e lá fomos nós.

Jerusalém

Além de histórica é uma cidade inspiradora, carregada de espiritualidade e muitas culturas, palco de acontecimentos tão importantes não apenas para nós cristãos, mas para toda a humanidade, é impossível ficar indiferente e não se emocionar. Saber que você está num lugar onde Jesus e todos os profetas bíblicos caminharam.
O sol já havia se posto, pois era inverno onde os dias são mais curtos. Havia muito movimento de pessoas e trânsito pelas ruas, por causa do horário, mais ou menos 7 da noite quando o ônibus parou na Estação Central de Jerusalém.
Descemos e seguimos as placas de saída da estação e chegamos a Jaffa Street por onde passa o bonde elétrico, uma espécie de metrô de superfície, este bonde atravessa toda a cidade de Jerusalém em percursos de ida e volta. O nosso hostel era em direção a cidade antiga, poderíamos também ir caminhando por uns 20 minutos. Havia muita gente na parada do bonde, trabalhadores, estudantes, soldados dos exércitos, cidadãos mulçumanos e judeus com suas longas barbas e que facilmente eram identificados pelas suas vestes, todas voltando pras suas casas no final do dia.
Junto com a gente, muitas pessoas embarcaram e também um cachorro enorme que parecia estar perdido.
O bonde estava lotado, acho que não cabia nem uma mosca a mais, fomos as três grudadinhas, sem podermos nos mexer, depois da terceira parada, era a nossa vez de  descer, na "Há Davidka station", foi um verdadeiro Deus nos acuda para descermos, tamanha era a quantidade de gente, nada diferente do que já estamos acostumados em nossas cidades em horários de pico.
Agora era achar o Abraham Hostel, sabiámos que era bem  ali, mas não sabíamos em que direção ir, ficamos iguais a baratas tontas, rsrs. Pedimos informações a algumas pessoas que caminhavam por ali e ninguém sabia nos dizer  onde era o Abraham hostel.
Até que uma senhora que saia de um mercado, nos apontou a direção, e como era de se esperar estava bem ali, coladinho com a gente.
Aconteceu uma situação muito engraçada, em meio a todo aquele stress de chegada a um lugar que não conhecíamos, a Ciça olhou pra mim, com um olhar assustado e disse – “Mãe, eu quero o meu pai ! Rsrs.
Entramos no hostel, e o atendente  disse não haver encontrado nossas reservas o que nos deixou ainda mais stressadas, rsrs, mas finalmente procurou de novo e deu tudo deu certo.
Subimos para o nosso quarto, havia 3 camas sendo uma beliche, um frigobar, uma escrivaninha e um banheiro, era o suficiente para garantir uma boa semana em Jerusalém, aleluiaaaaa!!!
Deixei as meninas no quarto e fui até um mercadinho em baixo do hostel, comprei leite, água, iogurte, bolachas, e cup noodles aquele macarrão, tipo miojo, que apenas colocamos água quente e pronto.
E assim foi a nossa chegada, depois de um belo banho quente, comemos macarrão quentinho e até aí, a Dani estava muda, calada, sem nenhuma reação.
Quando já estávamos na cama prontas pra dormir ela começou a tagarelar sem parar, foi quando começamos a rir, rir e rir, também sem parar, foi um momento de descontração onde foi embora toda a tensão e o stress. Nesta primeira noite, eu e a Ciça dormimos juntinhas, agradecendo a Deus pela maravilhosa viagem que fizemos.
A Dani sempre ficava caladinha de dia e tagarelava a noite e sempre riamos muito, e foi assim durante todas as noites de nossa viagem.
 











































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