Diário de Bordo 18 - Partindo para nossa grande aventura - 25/janeiro/2014
Eram mais ou menos 6 horas da manhã, alguém tocou a campainha da minha casa, era a Dani, com sua mochila a tiracolo e uma pilha de documentos nas mãos.
Foi um momento muito engraçado, pois além do passaporte, ela estava com a carteira de trabalho, certidão de nascimento, identidade, CPF, título de eleitor com os comprovantes de votação, cartão de vacina que ela tinha desde o nascimento e com as bordas despedaçando em seu papel amarelado pelo tempo, e com uma preocupação estampada no rosto me perguntou:
- Tia, devo levar todos esses documentos?
Eu disse: -Acho que não é necessário Dani, leve apenas o passaporte e talvez a identidade.
Mas ela ficou em dúvida e disse: - Ah tia, mas não sei, e se eu precisar? Levo ou não?
- Não sei, Dani, decida você.
Então colocou tudo dentro de um saquinho plástico, enfiou dentro da mochila e lá fomos nós, nosso vôo da Tam decolou de Uberlândia às 08:30 hs chegando no Aeroporto de Congonhas em São Paulo as 09:41 hs.
Fomos no ônibus da Tam até o Aeroporto Internacional de Guarulhos, fizemos nosso check-in na Cia Alitália e logo entramos para o setor de embarques, as meninas foram as compras no Duty Free, fizeram belas compras, chocolates, chocolates e chocolates.
Já no avião, passamos pela primeira classe, poltronas espaçosas e confortáveis, mas o nosso lugar era um pouquinho mais adiante (rsrs). Pensei, Deus proverá para nós uma bela noite de sono, mesmo que fossémos na segunda classe.
A Dani ficou pensativa sobre as poltronas espaçosas e disse:
- Tia acho que vou me sentar naquelas poltronas grandes e confortáveis, lá tem muitos lugares vazios e vai ser melhor pra eu dormir.
- Ok, Dani, vai na sua fé, ela pegou o seu cobertorzinho verde da alitália e seu travesseirinho e lá se foi toda animadinha.
Porém a sua felicidade durou apenas alguns minutinhos. Logo, logo ela apareceu de volta, como aquelas crianças que mamando o bico se levantam da cama procurando pela mamãe e arrastando o cobertorzinho. Pensei, o bom filho a casa torna, lá estava ela revoltada e imitando a aeromoça:“ Non é possíbile, non é possíbile, non é possíbile”, tia me obrigaram a voltar pra perto de vocês, tive que voltar, tenho que dormir aqui mesmo e não é possível que terei que deixar aquela bela poltrona vazia, isso é injusto e incompreensível.
Aterrizamos em Roma as 07:20 hs. Estávamos as três pela primeira vez sentindo na pele o frio do inverno europeu, chovia e ventava muito, a Dani se enroscou mais uma vez no seu “alitaliano” cobertorzinho verde.
O Aeroporto Internacional de Roma, “Leonardo da Vinci”, conhecido também por “Fiumicino”, é um aeroporto muito grande, seguimos pelas placas de “Fly conection”, passamos pelo processo de imigração, a nossa entrada na Europa, verificamos nosso vôo pelos painéis eletrônicos, e fomos diretamente ao portão de embarque para Tel Aviv, todo esse processo é demorado, enfrentamos filas, passamos pelos detectores de metais onde nossa bagagem foi supervisionada através de raio x e finalmente tudo certo, estávamos ali aguardando o nosso vôo.








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