Diário de Bordo 17 - Quase perdemos nosso voo de volta - 19/setembro/2011



O horário do nosso era às 5hs da manhã, saímos do hotel por volta da meia noite e em uma hora chegamos no aeroporto Ben Gurion em Tel Aviv, onde dizem que as regras de segurança são mais rígidas do que nos aeroportos  dos Estados Unidos. Meu Deus que fila enorme, apenas para apresentação do passaporte e verificação da bagagem a ser despachada, teríamos ainda depois de tudo aquilo passar pelo Check-in. 

A fila caminhava como uma tartaruga, não me lembro se naquela época houve algum problema sério em Israel com relação a imigração, só sei que todas as pessoas estavam sendo entrevistadas, algo anormal com certeza estava acontecendo naquele aeroporto. Nosso guia já cansado de esperar nos deixou ali organizados na fila, disse que não havia nada a fazer, apenas esperar a nossa vez, se despediu  e foi embora.

A maioria das pessoas do nosso grupo não falava uma só palavra em inglês e nem espanhol, os policiais tentavam falar em português, mas na verdade saia um portunhol. tudo isso dificultava ainda mais o processo interrogatório. Eles passavam toda a bagagem pelo Raio X, e vez ou outra liberava algum passageiro para se dirigirem ao Check-in, quase todas as bagagens estavam sendo abertas.
Nesta mesma fila havia vários grupos retornando aos seus países, na mesma situação e horário que a gente, os policiais abriam todas as malas sem se importarem com os horários de voo de cada pessoa uma verdadeira situação de stress, sendo já a hora de embarque para  muitos passageiros que ainda estávamos ali naquela enorme e lenta fila.
De repente uma integrante do nosso grupo levantou a voz e disse que muitos ali iam perder o vôo, foi quando nos passaram à frente de outras pessoas, mas mesmo assim continuaram a abrir as malas. Quando chegou a minha vez, depois de passarem minha mala no Raio X, me chamaram ao balcão e antes de abri-la, o policial me perguntou quantas garrafas eu levava e o que havia dentro delas. Eu respondi, duas uma de azeite e outro de vinho. Depois me perguntou onde as comprei. Eu disse, em Caná da Galileia, depois abriu a mala confirmou o que eu tinha falado e finalmente me liberou.  Na medida que éramos liberados, saíamos todos correndo literalmente, em direção ao Check-in, um atrás do outro, tropeçando e carregando as malas mal fechadas, rsrs. Olha, nunca havia passado uma situação como essa, fiquei com  pena das pessoas idosas, porque ali naquele momento era cada um por si e Deus por todos. Mas, amém , todo esse procedimento existe para a segurança de todos.
Nos despedimos de Jerusalém, agradecendo ao Pai, por esse privilégio tão grande de estarmos ali, para mim especialmente de estar pela segunda vez.





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