Diário de Bordo 37 - Dia 23/01/2016 - Sábado - Visita a Igreja Evangélica - Jerusalém Assembly do Pastor Meno Kalisher e oração no Monte das Oliveiras
Jerusalém Assembly
Olhando pelas janelas do saguão do hotel as ruas estavam completamente desertas, como na noite anterior. No balcão junto ao recepcionista uma senhora dizia: - “Olha moço, estou indo viajar pro Mar Morto, se eu não voltar, por favor chame a polícia, porque algo aconteceu a mim (rsrs). Gostei da atitude dela, pois se estamos viajando sozinhos é assim mesmo que temos que agir.
Caminhamos em direção a uma rua próxima dali, onde havia alguns táxis parados e combinamos o preço com o motorista para nos levar até à Jerusalém Assembly, já falei sobre esta igreja na viagem anterior.
Neste sábado chovia muito por toda a cidade e fazia muito frio, mas independente da chuva chegamos. Chegamos quase na hora de iniciar o culto, assentamos e dessa vez não me chamaram para a cozinha (rsrs), que pena, peguei os foninhos para ouvir a tradução da pregação em espanhol, já que é feita em hebraico e tradução simultânea para o inglês, o pastor Meno Kalisher muito atencioso veio nos cumprimentar e dar as boas vindas.
Ouvimos uma abençoada palavra, a casa estava cheia e além de judeus havia gente de vários países, quando terminou o culto, todos fomos para o salão onde estava sendo servido o almoço, que por sinal estava delicioso, encontrei alguns irmãos que tinha conhecido na viagem anterior. Na parte da tarde teve uma outra palavra, terminando por volta das 16hs, quando terminou uma das irmãs pediu um taxi pra nós e retornamos ao hotel, a chuva continuava a cair sobre toda Jerusalém e o frio continuava.
Chegamos ao hotel e enquanto preparava um cappuccino, encontrei alguns irmãos brasileiros que estavam hospedados ali, eles estavam se preparando para ir ao Monte das Oliveiras onde teriam um tempo de oração e me convidaram para fazer parte do grupo. Fui ao quarto avisar ao Vitor e saímos em um grupo de 7 pessoas. Estava frio e caia uma chuvinha bem fina, fomos por um caminho diferente daquele que eu conhecia, passamos pelo Jardim da Tumba, ficamos ali alguns minutos e um dos voluntários ali do jardim nos alertou que o vento àquela hora no Monte das Oliveiras era muito frio, mas não desanimamos e seguimos em frente. Fomos contornando as muralhas da cidade antiga e não havia ninguém pelas ruas, estavam praticamente desertas, era Shabat.
A turma bastante animada, íamos caminhando e compartilhando bençãos e conversando sobre os nossos dias em Israel, subimos o monte bem devagar e logo estávamos no mirante, onde não havia mais ninguém além do nosso grupo e uns gatos enormes, famintos, com frio e ficavam se encostando na gente, Uhhhh! (veja no vídeo). Tivemos o topo do Monte das Oliveiras exclusivamente para nós, cada um escolheu um lugarzinho para ficar bem a vontade, alguns se ajoelharam, outros como eu ficava caminhando de um lado a outro enquanto fazíamos nossas orações, o vento assoviava e o frio era de doer, assim como o rapaz lá do Jardim do Túmulo havia nos alertadado, mas amém por este momento tão especial, podíamos olhar para Jerusalém e agradecer a Deus por estarmos ali, adorando e falando com Ele. Este momento eu levarei para a eternidade, agora eu poderia dizer o que é orar de verdade no Monte, como Jesus orava, no lugar que Ele e seus apóstolos oravam.
De volta ao hotel entramos pelo Lyons Gate e atravessamos a cidade, estava deserta. Saímos pelo Damascus Gate, onde finalmente vemos movimento de pessoas pelas ruas e lanchonetes, porque era a parte oriental da cidade. Resolvemos parar ali para comer falafel no pão pita, fazia realmente muito frio. Indo para o hotel ainda passamos em um mercadinho na Jaffa Street, em que o funcionário era brasileiro de São Paulo, fizemos algumas comprinhas e fomo pro hotel, onde reencontrei o meu Vitor. Contei a ele as nossas aventuras, ligamos o aquecedor do quarto e dormimos ouvindo o som da chuva que caia copiosamente. Como o Senhor é bom !!!








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